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Aqui está, direta, com o clima da gravação:
“Tô pedalando sozinho pela Via do Atlântico, em Lauro de Freitas, madrugada de zero hora — lugar todo escuro, deserto, muito sinistro. De vez em quando passa um carro, uma moto devagar, uma até quebrou no meio da rua, motor apagou sem ninguém aparecer. Ecoa cada giro da roda, vento assobia, som de corrente arrastando, sombras saindo do breu… é lugar perigoso demais, não pode andar sozinho de madrugada não! Qualquer coisa pode acontecer do nada, não tem ninguém por perto pra ajudar, melhor não arriscar.”